Parceria entre BTG e China Southern
O BTG Pactual Asset Management, que é o braço de gestão de recursos do banco BTG, lançou um novo ETF destinado a facilitar o acesso das ações chinesas na B3 para investidores brasileiros. Essa iniciativa é resultado de uma colaboração com a China Southern Asset Management, uma das maiores gestoras de ativos da China, que visa a criação de diversas estratégias de investimentos. O acordo abrange não apenas o novo ETF, mas também a criação de outros produtos financeiros que conectam o mercado brasileiro ao chinês, evidenciando uma tendência de internacionalização e diversificação dos portfólios de investimento.
O novo ETF criado pelo BTG investirá em um fundo de índice que é administrado pela China Southern Asset Management. Em contrapartida, um ETF semelhante deverá ser listado em uma das bolsas chinesas, com foco no BZEQ11, que é um fundo do BTG que replica o índice MSCI Brazil 25/50. Essa estrutura de acesso cruzado permitirá que investidores brasileiros adquiram o produto pela B3, enquanto os investidores chineses poderão acessar ações brasileiras através de suas próprias bolsas, negociando em renminbi, a moeda da China.
Estratégia de acesso cruzado a mercados
A proposta do novo ETF é inovadora, pois cria uma ponte entre os mercados de capitais do Brasil e da China, o que pode proporcionar aos investidores brasileiros novas oportunidades de investimento em setores como tecnologia, inteligência artificial e transição energética. O CEO da BTG Pactual Asset Management, Rubens Henriques, menciona que a parceria combina a expertise das duas instituições e expande a capacidade de conectar os investidores aos mercados globais.

O mercado chinês de ETFs apresentava uma estimativa de ativos próximos a RMB 6 trilhões, ou aproximadamente US$ 850 bilhões, em 2024. Um indicador significativo dessa tendência foi a superação de fundos passivos de ações sobre os fundos de gestão ativa, evidenciando uma preferência crescente por investimentos mais diversificados e de menor custo. Para os investidores chineses, a listagem do ETF em uma bolsa local será uma novidade que permitirá um melhor acesso aos ativos brasileiros.
Crescimento do mercado de ETFs no Brasil
O lançamento do novo ETF do BTG ocorre em um momento de expansão do mercado de ETFs no Brasil, que vem atraindo cada vez mais investimentos. De janeiro a setembro de 2026, essa categoria de fundos teve uma captação líquida impressionante de R$ 42,5 bilhões, em contraste com apenas R$ 7,4 bilhões captados no mesmo período do ano anterior. Os ETFs estão se posicionando como uma alternativa viável e atraente para os investidores, contribuindo para a diversificação da carteira.
Essa crescente popularidade dos ETFs no Brasil também é refletida por iniciativas de outras instituições financeiras, como o lançamento de ETFs pela Bradesco Asset e a parceria da Itaú Asset com a Vanguard. O setor de fundos de índice se destaca na captação, superando até mesmo os produtos de renda fixa e FIDCs, consolidando uma nova era de investimentos mais estratégicos e interconectados no mercado financeiro.

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