Bradesco tem lucro de R$ 6,5 bi no 4º trimestre de 2025, alta de 20,6%

Lucro líquido recorrente do Bradesco

No quarto trimestre de 2025, o Bradesco (BBDC4) reportou um lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões. Este resultado superou as expectativas do mercado, que aguardava um lucro ao redor de R$ 6,4 bilhões. Isso representa um aumento de 20,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior, evidenciando o crescimento robusto da instituição no último trimestre.

Crescimento da receita total no trimestre

A receita total do banco foi de R$ 36,1 bilhões, marcando um crescimento anual de 9,8%. Essa quantia inclui a margem financeira total, que alcançou R$ 19,24 bilhões, representando uma alta de 13,2% em relação ao ano passado. A margem obtida com clientes cresceu 18,4%, somando R$ 19,12 bilhões, enquanto a margem com operações de mercado teve uma significativa redução de 85%, resultando em apenas R$ 126 milhões.

Margem financeira e desempenho

O desempenho financeiro do Bradesco, avaliado através da margem financeira total, sugere uma gestão eficaz em relação às operações de crédito e ao relacionamento com os clientes. A margem com clientes, que representa a principal fonte de receita do banco, demonstrou uma performance sólida, apesar das dificuldades enfrentadas por algumas áreas do mercado.

Retorno sobre patrimônio líquido

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE) foi de 15,2%, o que representa um aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao terceiro trimestre e um crescimento de 2,5 pontos percentuais ao comparar com o mesmo período do ano anterior. Essa melhoria no ROAE indica um uso mais eficiente dos recursos do banco, gerando maior valor para os acionistas.

Crescimento da carteira de crédito

A carteira de crédito expandida do Bradesco registrou um crescimento de 5,3% em relação ao terceiro trimestre e um aumento de 11% em bases anuais, totalizando R$ 1,089 bilhão. Esse crescimento indica uma demanda saudável por crédito e a confiança do mercado nas operações do banco, evidenciada pelo aumento na concessão de empréstimos.

Despesas totais e controle financeiro

As despesas totais, que englobam gastos com pessoal e administrativas, alcançaram R$ 13,8 bilhões, refletindo um crescimento de 5,6% em relação ao ano anterior. Esse aumento, embora significativo, se manteve sob controle em relação ao crescimento da receita, indicando uma gestão financeira eficiente que busca balancear custos e receitas.

Índice de inadimplência estável

O índice de inadimplência, medido pela proporção de empréstimos com atrasos superiores a 90 dias, permaneceu estável em 4,1% em comparação ao terceiro trimestre. Essa estabilidade é uma boa notícia, pois sugere que o Bradesco conseguiu manter os níveis de inadimplência sob controle, mesmo com a expansão do crédito.

Provisões para perdas esperadas

As provisões para perdas esperadas (PDD) aumentaram 20,5% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 10,06 bilhões. Também houve um aumento de 7,4% em relação ao terceiro trimestre. O crescimento nas provisões reflete a prudência do banco em reservar recursos para possíveis inadimplências, demonstrando uma postura cautelosa em um cenário econômico desafiador.

O que diz o CEO sobre os resultados

O CEO, Marcelo Noronha, afirmou em comunicado que: “Nossa operação está tracionada, o que nos permitiu entregar forte crescimento de receitas, mantendo a inadimplência sob controle.” Ele também destacou que o início de 2026 apresenta um ritmo mais acelerado em comparação ao início de 2025, reafirmando o apetite moderado ao risco devido às incertezas macroeconômicas, mas expressando otimismo diante das oportunidades encontradas para o negócio.

Expectativas para 2026 e desafios futuros

Em suas declarações, o CEO ressaltou que, apesar dos desafios e incertezas no cenário macroeconômico, a expectativa é positiva para 2026, com a busca de boas oportunidades nos negócios e a manutenção de um controle rigoroso sobre os níveis de inadimplência, fatores que contribuirão para uma performance sólida no futuro.