Ibovespa fecha no zero a zero com eleição acirrada e Petrobras em baixa

O Ibovespa encerrou a sessão de 19 de outubro de 2026 em queda, após subir nas primeiras horas de negociação. Segundo os dados de fechamento da sessão, o resultado refletiu a cautela com a disputa presidencial e a pressão das ações da Petrobras.

O mercado acompanhou novas pesquisas eleitorais e repercutiu o primeiro debate do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, realizado em 18 de outubro. A votação está marcada para 25 de outubro.

Investidores acompanharam os desdobramentos na B3, onde ações de empresas como Petrobras e Vale tiveram desempenhos distintos. No mercado de câmbio, o Banco Central retomou operações de rolagem de contratos de swap cambial.

Ibovespa

Além dos ativos brasileiros, a sessão teve avanços do S&P 500 e do Nasdaq, apoiados pela recuperação de ações de tecnologia, e variações distintas nos contratos de petróleo. Os dados da sessão também incluem o desempenho de ações de diferentes setores do Ibovespa.

Ibovespa oscila com disputa eleitoral e desempenho das ações

O Ibovespa recuou 0,17% e fechou aos 205.079,25 pontos, depois de avançar quase 1% nas duas primeiras horas do pregão de 19 de outubro. Durante a sessão, oscilou entre 204.268,99 e 207.387,56 pontos, com volume financeiro de R$ 21,6 bilhões.

Entre as ações de maior peso, os papéis ordinários da Petrobras (PETR3) caíram 2,93%, e os preferenciais (PETR4), 2,82%, em um dia de leve baixa do petróleo. A Vale (VALE3), por outro lado, subiu 0,23%, apesar da valorização de 1,26% do minério de ferro.

O setor financeiro teve resultados variados. Banco do Brasil (BBAS3) avançou 1,35% e BTG Pactual (BPAC11), 2,02%; Santander Brasil (SANB11) perdeu 1,80%, Bradesco (BBDC4) caiu 1,28% e Itaú Unibanco (ITUB4) recuou 0,40%.

A Azzas 2154 (AZZA3) liderou as altas, com salto de 13,25%, após o Citi elevar sua recomendação de neutra para compra. MRV (MRVE3) subiu 10,94% e Cogna (COGN3), 8,65%; entre as baixas, Marfrig (MBRF3) caiu 4,11%, Porto Seguro (PSSA3) recuou 3,13% e Caixa Seguridade (CXSE3), 2,95%.

Dólar cai enquanto bolsas de Nova York avançam e petróleo tem resultados distintos

O dólar à vista terminou 19 de outubro em queda de 0,49%, cotado a R$ 5,048, após variar entre R$ 5,040 e R$ 5,065. O movimento ocorreu com a retomada, pelo Banco Central (BC), da rolagem de contratos de swap cambial, interrompida na semana anterior por problemas técnicos.

Na operação, o BC vendeu todo o lote de 75 mil contratos ofertado para rolar o vencimento de novembro, equivalente a US$ 3,75 bilhões. A moeda americana permaneceu em baixa ao longo do pregão e ampliou as perdas à tarde.

Em Nova York, o S&P 500 avançou 0,41%, aos 7.690,78 pontos, e o Nasdaq subiu 1,11%, aos 26.430,89 pontos, apoiados pela recuperação de ações de tecnologia. O Dow Jones, em contrapartida, caiu 0,07%, para 51.966,87 pontos; o setor tecnológico ganhou 1,19%, enquanto investidores aguardavam resultados trimestrais de empresas como Meta e Tesla.

Os contratos de petróleo tiveram direções diferentes após oscilações durante a sessão. A suspensão de sanções dos Estados Unidos sobre combustíveis russos pressionou os preços no início dos negócios; mais tarde, bombardeios ucranianos contra instalações energéticas na Rússia e ataques iranianos a navios-tanque no Estreito de Ormuz deram suporte às cotações. Os houthis também reivindicaram seis ataques contra a Arábia Saudita nas 48 horas anteriores, incluindo um alvo ligado à infraestrutura petrolífera de Yanbu, da Saudi Aramco; na reta final, os preços perderam força após o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmar que o país estava convertendo petroleiros sob sanções em embarcações regulares. O Brent para dezembro caiu 0,28%, a US$ 109,55 por barril, enquanto o WTI para novembro subiu 2,22%, a US$ 103,66; o contrato do WTI para dezembro recuou 0,48%, a US$ 98,54 por barril.