Revanche das varejistas em crise: Americanas e Casas Bahia disparam mais de 20% na B3

No dia 20 de outubro de 2026, as ações da Americanas (AMER3) e Casas Bahia (BHIA3) apresentaram uma forte valorização na B3, impulsionadas por novos desenvolvimentos em suas trajetórias financeiras e mudanças no cenário econômico.

Americanas deixa a recuperação judicial

A Americanas (AMER3) viu suas ações subirem até 25,6% em um único dia, após a Justiça do Rio de Janeiro anunciar o fim de sua recuperação judicial, que durou quase três anos. Este processo havia sido iniciado em janeiro de 2023, após a descoberta de um esquema de fraudes contábeis. A decisão não abrange apenas a Americanas, mas também suas subsidiárias, como B2W Digital Lux e JSM Global. A sentença foi baseada no cumprimento das obrigações do plano aprovado por 91% dos credores e, no primeiro semestre de 2026, as vendas tiveram um crescimento de 9,3%.

No pregão, as ações da Americanas abriram a R$ 7,36, refletindo um salto de mais de 23% em comparação ao fechamento anterior de R$ 5,97, e continuaram a mostrar um forte volume de negociações, indicando a confiança renovada dos investidores.

Americanas e Casas Bahia

Casas Bahia ainda depende da Justiça

Por sua vez, as ações da Casas Bahia (BHIA3) também experimentaram um crescimento significativo, de até 18,5%, após a aprovação dos acionistas do pedido de recuperação judicial da varejista, que possui um passivo estimado em R$ 17,3 bilhões. Mesmo com a ratificação, a decisão ainda precisa ser confirmada pela Justiça de São Paulo.

Enquanto aguarda a deliberação judicial, a empresa está protegida contra ações e execuções por um período de 180 dias, conforme a suspensão grantida em agosto. As dificuldades da Casas Bahia são atribuídas a problemas na integração de operações e à pressão financeira provocada pelos altos custos de crédito.